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João de Castro Osório: tragédia e política

João de Castro Osório: tragédia e política

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Com apenas dezanove anos, publica o <em>Manifesto Nacionalista</em> (1919), integra depois o Centro Sidónio Pais, fundando o <em>Nacionalismo Lusitano</em> em 1923 e chega a dirigir o jornal <em>A Ditadura. Periódico do Fascismo Português</em>. Em 1924, prefacia os discursos de Sidónio e chega a colaborar no golpe de 1926. Abandona nesta altura a actividade política, pendura a espada, mas continua a manejá-la, desta vez, através da pena, firmando, com a política, um compromisso estético. Este <em>fascio</em> reaparece, mais tarde, como escritor solicitado pelo SNI que lhe encomendava estudos sobre o pensamento político, história e literatura portuguesas. Em 1936, ano em que integra a Legião Portuguesa, redige a peça <em>Trilogia de Édipo</em>. Conhecidos os percursos biográficos, ideológico e estético do autor, ficaram abertos os caminhos para o entendimento desta obra. Há muito que Tirésias anunciava o advento deste Édipo, que o elevou até ao alto da escadaria, transformando-o no herói humano - em vez da “vítima” dos antigos -, iniciador do Novo Humanismo.

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DOI: 10.14195/978-989-26-0581-4

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