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Dezembro de 1787. O HMS Bounty parte para o Pacífico Sul com a missão de trazer mudas de fruta-pão para alimentar os escravos do Caribe. Abril de 1789. No caminho de volta, o segundo-em-comando Fletcher Christian e seus adeptos lançam ao mar o capitão William Bligh e mais dezoito homens, com comida para cinco dias, num escaler de pouco mais de sete metros. A tensão entre os tripulantes do navio, depois de meses de punições, humilhações e discordâncias, tornara-se insuportável. Ao longo dos anos, o motim teve inúmeras explicações. Talvez por influência das famílias dos principais personagens e, depois, de autores que preferiram se limitar a estereótipos, a história costuma ser contada como uma simples contenda entre as personalidades-chave. Em 'O motim no Bounty', Caroline Alexander contesta simplificações e nos oferece uma profusão de novos elementos, apoiada em meticulosas evidências documentais. Ela contextualiza os fatos e reflete sobre as motivações de cada personagem. O resultado é um painel vívido de vários aspectos da sociedade inglesa do fim do século XVIII, particularmente dos ligados à vida dos homens do mar.
This work is a translation of The Bounty.
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